Questões da FUNTEF-PR
A trajetória do tomate
“[...] DO CAMPO AO MERCADO: A história começa no campo de cultivo de um agricultor japonês em Belém Novo, bairro de Porto Alegre. O sr. Suzuki colhe e vende seus tomates para um supermercado. DO MERCADO À CASA DAS FAMÍLIAS: No supermercado, uma senhora compra porco e tomate para preparar o almoço de sua família. A sra. Anete faz a transação com o dinheiro obtido com a revenda de perfumes de uma fábrica - o dinheiro é o elemento constante na trajetória.
DA CASA DAS FAMÍLIAS AOS PORCOS: Ao cozinhar, a sra. Anete joga no lixo um dos tomates comprados no supermercado. O lixo é recolhido e levado até o aterro sanitário. Ali, o material orgânico é separado - e os itens em melhor estado são servidos a porcos de um terreno na Ilha das Flores. DOS PORCOS A OUTRAS FAMÍLIAS: O material orgânico restante é dado a famílias pobres, que têm 5 minutos para entrar no cercado dos porcos e recolher os alimentos. “Estas mulheres e crianças são seres humanos, com telencéfalo altamente desenvolvido, polegar opositor e nenhum dinheiro”, define o narrador [...]”.
(Fonte: O passo a passo de “ilhas das Flores”, o melhor curta nacional. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/05/06/Opasso-a-passo-de-%E2%80%98Ilha-das-Flores%E2%80%99-omelhor-curta-nacional. O texto Trajetória do tomate é o subtítulo da análise, de Juliana Sayuri, de 2019, intitulada: O passo a passo de ‘Ilha das Flores’, o melhor curta nacional. Acesso em 04/08/2019.
O fragmento do texto procura explanar a narrativa do documentário Ilha das Flores (1989), dirigido por Jorge Furtado, cujo objetivo é criticar a terrível condição de vida das pessoas que se alimentam de restos de comida dos porcos. Tanto o documentário quanto o fragmento, apontam um fato social comum como causa geradora dessa situação. Assinale a alternativa que aponta a causa da situação apresentada, a partir de uma condição social, segundo as obras aqui referidas.
O alimentar-se com os restos:
Leia atentamente os textos a seguir.
I) Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na ideia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois (Guimarães Rosa)
II) Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai (Vinícius de Moraes de Toquinho).
III) Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente! (Fernando Pessoa).
IV) João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado. (Manuel Bandeira).
V) Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura (Friedrich Nietzsche).
Da mesma forma que o texto de Ferreira Gullar, são textos poéticos: