Os transtornos de personalidade são distorções na forma de ser, caracterizam-se por deficiências na
formação do “eu”, (self), com prejuízo no âmbito da identidade e do autodirecionamento, e deficiência no
desenvolvimento de habilidades interpessoais, como empatia e intimidade. O médico generalista se encontra
em uma posição privilegiada para avaliar a presença de anormalidade da personalidade no longo prazo, haja
vista que ela costuma acompanhar os pacientes ao longo de vários anos.
“Um paciente que possui pouca expressão afetiva e parece não fazer questão de manter vínculos sociais,
optando pelo isolamento, apresenta hipobulemia persistente, com pouco ou nenhum interesse em manter
amizades, relacionamentos afetivos, ou mesmo sexuais. Associado ao distanciamento afetivo, há certa
indiferença a elogio ou críticas”
Analisando o paciente no texto que está entre aspas, o médico generalista pode sugerir que o paciente está
acometido pelo transtorno de personalidade: