Leia o excerto a seguir.
“Suzanne Simonin é uma jovem burguesa forçada por seus
pais a realizar os votos religiosos. O motivo que a leva a ser
enclausurada em seu primeiro convento é, desde o início,
imposto externamente: o pretendente e futuro marido de
sua irmã mais velha direcionava gracejos à jovem Suzanne,
a qual prontamente advertiu sua mãe sobre o despudor do
rapaz [...]. Senhora Simonin, visando garantir o casamento
da filha mais velha, afasta Suzanne do ambiente familiar
encaminhando-a ao convento de Sainte-Marie. Em meio a
este drama familiar, dois episódios contíguos marcam a
passagem da jovem religiosa em seu primeiro convento: a
visão da loucura como efeito da vida claustral e a primeira
recusa dos votos. Certo dia, uma das freiras enclausuradas
escapuliu de sua cela e, num acesso de loucura,
‘descabelada e quase sem roupa’ [...], protagonizou uma
cena de suicídio, a qual horrorizou a recém-chegada. [...]
Seguindo sua voz interior, a despeito dos jogos e tentativas
de manipulação por parte da madre superiora, Suzanne
desafia a ordem religiosa e familiar ao recusar, em
cerimônia pública, a tomada de hábito, dizendo desejar ser
‘tudo, exceto religiosa’: ‘não quero sê-lo, eu não o serei’
[...]. Desse modo, Suzanne volta à casa dos pais – um outro
claustro –, onde será encerrada em seu quarto por longos
seis meses [...].”
LEANDRO, Renato Costa. “A Religiosa” de Diderot: entre
inocência e ímpeto de liberdade. Humanidades em
Diálogo, v. 11, p. 97-110, 2022.
O vocábulo em destaque nesse excerto pode ser
substituído pelo seguinte sinônimo: