Os sinais vitais podem mostrar alterações orgânicas importantes, que podem orientar a evolução do quadro
clínico do paciente. O padrão ventilatório recebe diversas denominações, tanto referente ao seu valor normal,
quanto às alterações avaliadas. A respiração de Kussmaul se refere à:
A Frequência ventilatória menor que os limites da normalidade. Relaciona-se a condições que afetam o centro
respiratório: tumores, distúrbios metabólicos, descompensação da glicemia, utilização de opiáceos e consumo de álcool.
B Frequência ventilatória maior que os limites da normalidade. Relaciona-se com pneumonia, alcalose respiratória, insuficiência respiratória e intoxicação causada por silicatos.
C Padrão por meio do qual é observado o ciclo ventilatório realizado de modo profundo e rápido, podendo a
frequência estar alta, normal ou baixa. Devido ao aumento da amplitude dos movimentos ventilatórios,
ocorre hiperventilação, como uma espécie de recurso para eliminação do dióxido de carbono. Esse padrão
pode estar associado à hipóxia, quadros de hipoglicemia e acidose metabólica.
D Padrão por meio do qual se observa que o ciclo ventilatório é realizado cada vez mais profundamente, até
atingir uma amplitude máxima. Após esse período, há uma diminuição desses movimentos, seguida de um
período de apneia. Relaciona-se à elevação da pressão intracraniana, insuficiência renal, meningite e doses
excessivas de drogas ou medicamentos.
E Padrão que permite a observação de ciclos ventilatórios irregulares, os quais podem apresentar-se superficiais ou profundos com apneia por curtos períodos, o que caracteriza arritmia ventilatória. Quadro relacionado à lesão cerebral inferior e depressão respiratória.