Na avaliação funcional de pacientes geriátricos
com comprometimentos cognitivos e motores, a
escolha de instrumentos padronizados é essencial para
mensurar com precisão a capacidade de realizar
atividades da vida diária (AVDs). Considerando a
necessidade de uma avaliação ampla que aborda tanto
aspectos motores quanto cognitivos, qual das escalas
abaixo seria a mais apropriada para medir a
independência funcional desse paciente?
A A Escala de Ashworth Modificada, que é
amplamente utilizada para medir o grau de
espasticidade muscular, proporcionando dados
relevantes sobre a tonicidade muscular em
pacientes com comprometimentos motores,
mas sem contemplar diretamente a capacidade
cognitiva ou a independência em AVDs.
B A Medida de Independência Funcional (FIM),
um instrumento que avalia tanto habilidades
motoras quanto cognitivas, abrangendo áreas
críticas como a comunicação, controle
esfincteriano e mobilidade, além de considerar
a capacidade do paciente de realizar AVDs com
ou sem assistência.
C A Escala de Katz, que foca na avaliação de
AVDs básicas, como vestir-se, alimentar-se e
usar o banheiro, mas que apresenta limitações
ao não incluir avaliações mais detalhadas das
funções cognitivas e habilidades mais
complexas de vida diária, sendo, portanto,
restrita à funcionalidade motora.
D A Escala de Desenvolvimento Infantil de
Denver, que, embora seja um excelente
instrumento para medir o desenvolvimento
motor e cognitivo em crianças, não é
apropriada para avaliação de adultos ou idosos,
especialmente aqueles com condições
geriátricas complexas.
E O Índice de Barthel, que se concentra na
medição da independência física,
especialmente em atividades como mobilidade,
alimentação e higiene pessoal, mas que inclui
apenas uma avaliação limitada da capacidade
cognitiva, sendo mais adequado para pacientes
com desafios motores sem comprometimentos
cognitivos significativos.