Recentemente, tem ganhado força o movimento a favor do voto distrital (ou “sistema eleitoral de maioria simples”). No sistema de voto distrital, cada membro do parlamento é eleito individualmente, pela maioria dos votos, nos limites geográficos de um distrito. Para que isto seja feito, o país é dividido em um determinado número de distritos eleitorais, geralmente com população semelhante entre si, cada qual elegendo um dos políticos que irão compor o parlamento.
A proposta do voto distrital suscitou um importante debate sobre o aperfeiçoamento dos mecanismos de participação política no Brasil. A alternativa que expressa corretamente os argumentos que indicam as vantagens e desvantagens do voto distrital é:
A
vantagens: desfavorecimento de radicais e grupos de interesse (como cada deputado tem que ser eleito por uma maioria de eleitores, o sistema favorece candidatos que defendam interesses gerais da população), e memória eleitoral (como o número de candidatos por distrito é menor, o eleitor é capaz de fazer uma avaliação mais precisa das propostas de cada um); desvantagens: aumento dos custos de campanha (dada a necessidade de conquistar a maioria de votos), clientelismo e baixa renovação de deputados (a competição eleitoral circunscrita a distritos propicia a formação de vínculos clientelistas entre representantes e representados, que é um dos fatores que dificultam a renovação dos quadros parlamentares);
B
vantagens: incentivo ao pluripartidarismo (como o pleito é localizado e decidido pela maioria, o protagonismo é dos candidatos, não dos partidos: no longo prazo a tendência é a multiplicação de legendas, de acordo com as lideranças eleitas), e fortalecimento do elo entre representantes e representados (mais facilidade de fiscalização e prestação de contas); desvantagens: desfavorecimento de correntes minoritárias (como a eleição de representantes é feita pela maioria, interesses ou ideologias minoritárias tendem a não conseguir representação parlamentar); favorecimento dos interesses locais (representantes podem se sentir estimulados a atuar em defesa apenas da localidade que os elegeram e da qual dependem para se reeleger, deixando em segundo plano questões nacionais);
C
vantagens: fortalecimento do elo entre representantes e representados (mais facilidade de fiscalização e prestação de contas), e memória eleitoral (como o número de candidatos por distrito é menor, o eleitor é capaz de fazer uma avaliação mais precisa das propostas de cada um); desvantagens: favorecimento dos interesses locais (representantes podem se sentir estimulados a atuar em defesa apenas da localidade que os elegeram e da qual dependem para se reeleger, deixando em segundo plano questões nacionais), clientelismo e baixa renovação de deputados (a competição eleitoral circunscrita a distritos propicia a formação de vínculos clientelistas entre representantes e representados, que é um dos fatores que dificultam a renovação dos quadros parlamentares);
D
vantagens: tendência ao bipartidarismo (dado o critério da maioria, no longo prazo a tendência é haver a formação de apenas dois blocos hegemônicos de poder – como nos EUA, país que adota o voto distrital), e fortalecimento do elo entre representantes e representados (mais facilidade de fiscalização e prestação de contas); desvantagens: desfavorecimento de correntes minoritárias (como a eleição de representantes é feita pela maioria, interesses ou ideologias minoritárias tendem a não conseguir representação parlamentar), e favorecimento dos interesses locais (representantes podem se sentir estimulados a atuar em defesa apenas da localidade que os elegeram e da qual dependem para se reeleger, deixando em segundo plano questões nacionais);
E
vantagens: fortalecimento do elo entre representantes e representados (mais facilidade de fiscalização e prestação de contas), e redução dos custos de campanha (necessidade de conquistar votos apenas em um distrito); desvantagens: favorecimento dos interesses locais (representantes podem se sentir estimulados a atuar em defesa apenas da localidade que os elegeram e da qual dependem para se reeleger, deixando em segundo plano questões nacionais), e redução dos custos de campanha (necessidade de conquistar votos apenas em um distrito).