Durante o plantão em uma Unidade de Pronto
Atendimento (UPA), uma equipe de enfermagem se
depara com um paciente vítima de violência
doméstica que, após ser atendido e estabilizado,
solicita sigilo absoluto sobre seu caso, inclusive
pedindo que não haja registro formal de sua situação.
No entanto, durante o atendimento, é necessário
administrar medicação de emergência que não consta
na prescrição médica, e o Enfermeiro está em outra
sala realizando procedimentos de uma parada
cardiorrespiratória.
Considerando o Código de Ética dos Profissionais de
Enfermagem (Resolução Cofen nº 564/2017), a Lei
do Exercício Profissional (Lei nº 7.498/1986) e
princípios bioéticos, analise as afirmativas abaixo:
I. O Técnico de Enfermagem pode, diante da
ausência do Enfermeiro, prescrever medicamentos
emergenciais conforme os protocolos internos da
unidade e com base em conhecimento técnico-científico.
II. O sigilo profissional é um dever ético-legal do
Técnico de Enfermagem, devendo ser mantido
mesmo após o falecimento do paciente, salvo
quando sua quebra estiver respaldada por previsão
legal.
III. A quebra do sigilo profissional pode ser
justificada em situações que envolvam risco à
saúde pública, à vida de terceiros ou quando
determinada por autoridade judicial.
IV. A atuação do Técnico de Enfermagem, em caráter
de urgência, pode incluir práticas assistenciais de
competência privativa do enfermeiro, desde que
haja respaldo técnico e responsabilidade delegada.
Estão CORRETAS: