ACOLHIMENTO
O acolhimento implica prestar um atendimento em saúde
com resolutividade e responsabilização, orientando, quando
for o caso, o paciente e a família em relação a outros
serviços de saúde para a continuidade da assistência e
estabelecendo articulações com os serviços de saúde para
garantir a eficácia desses encaminhamentos. Desse modo, o
acolhimento possibilita o atendimento a todos que procuram
os serviços de saúde na rede, ouvindo seus pedidos e
assumindo no serviço uma postura capaz de acolher,
escutar e pactuar respostas mais adequadas aos usuários.
O acolhimento com avaliação de risco se configura como
uma das intervenções decisivas na reorganização das portas
de urgência e na implementação da produção de saúde em
rede, pois extrapola o espaço de gestão local, afirmando, no
cotidiano das práticas em saúde, a coexistência das macros
e micropolíticas.
A classificação de risco vem sendo utilizada em muitos
países, inclusive no Brasil. Foram desenvolvidos diversos
protocolos para essa classificação que objetivam, sobretudo,
agilidade ao prestar atendimento àqueles que necessitam de
uma conduta imediata com segurança. Assim, a
classificação de risco é baseada na avaliação primária do
paciente, já bem desenvolvida para o atendimento às
situações de catástrofes e adaptada para os serviços de
urgência.
Os protocolos de classificação são instrumentos que
sistematizam a avaliação do paciente. Vale ressaltar que não
se trata de fazer um diagnóstico prévio nem de excluir
pessoas sem que tenham sido atendidas pelo médico. A
classificação de risco é realizada pelo enfermeiro, baseado
em consensos estabelecidos conjuntamente com a equipe
médica para avaliar a gravidade ou o potencial de
agravamento do caso, assim como o grau de sofrimento do
paciente. Portanto, a classificação de risco é um processo
dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de
tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco,
agravos à saúde ou grau de sofrimento.
Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/3lcumOr.