INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mudanças climáticas e saúde mental: a onda invisível
Nas últimas semanas, passamos por várias ondas de
calor e, com elas, veio uma onda não menos intensa de
recomendações sobre como manter a saúde sob as altas
temperaturas: “Beba água!”, “Evite se exercitar ao ar livre!”,
“Coma alimentos leves!”…
Diante dessa maré nada refrescante, uma pergunta está
passando despercebida: como ficam suas emoções
diante das mudanças climáticas? Se você tem se sentido
estressado, um aviso: você não está sozinho.
Temperaturas acima dos 30 °C estão associadas à piora
do bem-estar, insônia, fadiga e irritabilidade na população
geral, e indivíduos que já sofrem com algum transtorno
mental estão ainda mais vulneráveis aos efeitos do
aquecimento global.
[...]
Notadamente, o calor excessivo não é o único evento
climático capaz de gerar sofrimento emocional.
Tempestades, enchentes e deslizamentos retratam outro
aspecto das mudanças climáticas e estão cada vez mais
frequentes no Brasil. [...] Quando esses eventos extremos
atingem os meios de subsistência de uma população, como
a agricultura ou a pesca, a necessidade de deslocamento
para outras terras traz uma sobrecarga ainda maior à saúde
mental desses indivíduos.
Mais recentemente, a avaliação da delicada relação entre
as pessoas e seu meio ambiente deu origem a novos
conceitos em saúde mental, como a eco-ansiedade e a
solastalgia. A eco-ansiedade engloba os sentimentos de
estresse e apreensão decorrentes da antecipação de futuras
mudanças ambientais ou da sensação de perda associada
à degradação ecológica contínua. Crianças, adolescentes e
indivíduos cujos meios de subsistência estão intimamente
ligados à terra experimentam maior vulnerabilidade.
MOURA, Helena. Mudanças climáticas e saúde mental: a onda
invisível. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.
correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/11/6659446-mudancasclimaticas-e-saude-mental-a-onda-invisivel.html.
Acesso em: 23 nov. 2023. [Fragmento]