Considere o texto sobre metodologia de
análise dos arranjos espaciais.
Nas atuais condições, os arranjos espaciais não
se dão apenas através de figuras formadas por
pontos contínuos e contíguos. Hoje, ao lado
dessas manchas, ou sobre essas manchas, há,
também, constelações de pontos descontínuos,
mas interligados, que definem um espaço de
fluxos reguladores. [...] De um lado, há extensões
formadas de pontos que se agregam sem
descontinuidade, como na definição tradicional de
região. São as horizontalidades. De outro lado, há
pontos no espaço que, separados uns dos outros,
asseguram o funcionamento global da sociedade
e da economia. São as verticalidades. O espaço
se compõe de uns e de outros desses recortes,
inseparavelmente. [...] As verticalidades são
vetores de uma racionalidade superior e do
discurso pragmático dos setores hegemônicos,
criando um cotidiano obediente e disciplinado. As
horizontalidades são tanto o lugar da finalidade
imposta de fora, de longe e de cima, quanto o da
contrafinalidade, localmente gerada. [...]
Paralelamente, forças centrípetas e forças
centrífugas atravessam o território, como
tendências ao mesmo tempo contrastantes e
confluentes, agindo em diversos níveis e escalas.
As forças centrípetas resultam do processo
econômico e do processo social, e tanto podem
estar subordinadas às regularidades do processo
de produção, quanto às surpresas da
intersubjetividade. [...] As forças centrífugas
podem ser consideradas um fator de
desagregação, quando retiram à região os
elementos de seu próprio comando, a ser buscado
fora e longe dali.
SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec,
1996, p. 225 e 227.
Estabelecendo uma relação entre os recortes
horizontal e vertical e as forças centrípetas e
centrífugas que compõem os arranjos espaciais,
conclui-se que: