Homem de 60 anos, com histórico de obesidade grau II
(IMC 37 kg/m2
), apneia obstrutiva do sono e diabetes
mellitus tipo 2, é admitido para uma cirurgia eletiva de ressecção de um tumor colônico. Durante a avaliação pré-
-operatória, foram identificados sinais de via aérea difícil,
incluindo pescoço curto, limitação da mobilidade cervical
e um escore de Mallampati classe IV. Durante a indução
anestésica, com propofol, rocurônio e fentanil, a tentativa
inicial de intubação com laringoscopia direta revelou uma
visão de Cormack-Lehane grau 4 (nenhuma estrutura
laríngea visível). A ventilação com máscara facial foi extremamente difícil, e duas tentativas de intubação falharam,
seguidas de uma tentativa frustrada com videolaringoscópio. A saturação de oxigênio caiu para 85%, e o anestesista interrompeu as tentativas de intubação. A ventilação
com máscara continua difícil, e o paciente não responde à
manobra de elevação mandibular.
Considerando o manejo de via aérea difícil e a falha nas
tentativas de intubação, qual deve ser a próxima intervenção mais apropriada?