Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200080167

A cronista recorre à figura de linguagem denominada hipérbole no seguinte trecho:

1

457941200080167
Ano: 2024Banca: FCCOrganização: MPE-AMDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Recursos Estilísticos | Análise Textual
Texto associado
Atenção: Considere a crônica “Tartaruga de arrastão”, de Rachel de Queiroz, para responder à questão..

        O caso deu-se aqui na ilha, numa pescaria de arrastão. Da primeira redada veio um tal peixe que causou espanto: ninguém podia crer que naquele côncavo de mar morasse tanto peixe assim. Havia de ser alguma piracema que ia passando; para lá de trés toneladas de pescado foram apanhadas de uma só vez. Na segunda redada nada veio, ou quase nada — fugira a piracema ou fora toda colhida pela rede. Entretanto, no meio daquele quase nada apareceu um bicho estranho: uma tartaruga do mar. Tartaruga diferente daquelas fluviais que a gente conhece, tartaruga das profundezas salinas, meio peixe, porque em vez de pernas tem nadadeiras.

      Primeiro ela se debateu e tentou de todas as maneiras furar a malha. Depois foi agarrada e atirada ignominiosamente na areia, de barriga para cima. Por fim puseram-na em posição normal; e ela, recuperando imediatamente a compostura, estirou o pescoço enrugado e correu em torno de si um olho temeroso. Não sei se os presentes compreenderam quanto havia de surpresa, terror e pasmo nos olhos da tartaruga. Muito pior que um bicho da terra pego numa rede: este pode estranhar a prisão, mas afinal continua dentro de um elemento conhecido, pisando chão, vendo árvores familiares, sentindo o cheiro da terra. A tartaruga não: para ela, nascida e vivida no mar, aquela era a mais estranha, a mais inacreditável e terrível das aventuras. Para aquela tartaruga era o mesmo que seria para um de nós vermo-nos transportados subitamente, sem dano físico, até o fundo do mar. Imagine que estranho, que portentoso e medonho não parece. As caras desconhecidas de ignorados animais - no caso, homens. E todos, todos, canibais ou pior que isso — pois bem sentia ela sobre o seu casco grosso, sobre a carapaça encaracada, o olhar doce e atento e cobiçoso dos comedores de carne.

       A sorte da coitada foi ninguém chegar a um acordo sobre a forma de abatê-la. E sorte maior o fato de ninguém, pessoalmente, querer se responsabilizar pela carnificina naquela quinta-feira santa. Mas levaram-na para o galinheiro - que ignominia, uma veterana dos sete mares a ser atirada entre as galinhas, na noite que deveria ser a última da sua vida; ela que decerto esperava sepultar-se entre areias claras, nalgum maciço colorido de anêmonas do mar. Mas felizmente para a tartaruga, incerto é o coração do homem, incertos, os seus impulsos. Tanto val para um lado como para o outro, tanto procura devorar hoje o seu irmão bicho, como amanhã o festeja e liberta. O fato é que um coração se apiedou da tragédia e houve mão que abriu a porta da capoeira e encaminhou a marcha rampante do bicho marinho em direção da prala, em direção do mar, sua pátria. Ela também não esperou arrependimento, não hesitou, não agradeceu. Cortou a areia deixando um rastro longo, penetrou na água como um barco a deslizar do estaleiro, mergulhou, emergiu, voltou a cabeça ainda assustada para aquele mundo sujo, escuro, inimigo, onde viviam os homens, onde esperava nunca mais voltar; e mergulhou de novo, abraçando toda a água que podia entre as nadadeiras abertas.

(Adaptado de: QUEIROZ, Rachel de. 100 crônicas escolhidas: um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2021)
A cronista recorre à figura de linguagem denominada hipérbole no seguinte trecho:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200088828Língua Portuguesa

No primeiro parágrafo, explora-se uma ambivalência do sentido da palavra economia, por conta da seguinte dualidade de critérios:

#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941200097104Língua Portuguesa

“Agora, a morte tem limites.” (verso 53) Implícito a esse verso está a ideia de que, antes, a morte mostrava-se

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200510562Língua Portuguesa

... quando associada à misteriosa onipotência da verdade. (1º parágrafo) Mantém-se corretamente o à - com o sinal indicativo de crase - se o segmento ...

#Uso da Crase#Regência Verbal e Nominal#Sintaxe
Questão 457941200858220Língua Portuguesa

Está plenamente correta a pontuação da seguinte frase:

#Pontuação#Emprego da Vírgula
Questão 457941201063218Língua Portuguesa

O PET já se revelou um programa de sucesso, todos reconhecem os serviços do PET, graças a esses serviços do PET os menores infratores alcançam rápida ...

#Morfologia dos Pronomes#Análise Textual#Reescrita Textual
Questão 457941201084902Língua Portuguesa

Leia as seguintes afirmações: I. Em Consegue afinal apertar-lhe a mãozinha na luva de crochê, o termo “lhe” exerce a função sintática de adjunto adnom...

#Vocativo e Termos Acessórios da Oração#Termos Integrantes da Oração#Sintaxe
Questão 457941201127327Língua Portuguesa

A tragédia vinha sendo anunciada... O segmento grifado exerce na frase acima a mesma função sintática que o segmento também grifado em:

#Sintaxe
Questão 457941201270267Língua Portuguesa

Ao afirmar, no contexto do último parágrafo, que a vida é rapina, o autor

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201313970Língua Portuguesa

Ao caracterizar o que chama de nosso sentido comum do tempo (1⁰ parágrafo), o autor faz ver que

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201393341Língua Portuguesa

Uma frase em que se interpreta corretamente o conteúdo do 5° parágrafo é

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Recursos EstilísticosQuestões do FCC