Desde a descrição dos primeiros casos de aids, no
início da década de 1980, os avanços no conhecimento, na
prevenção e no tratamento da doença foram significativos. A
Lei n. 9.313/96, decretou a distribuição gratuita de medicação para o tratamento da aids, assim como surgiram política
públicas voltadas para novos casos da infecção e controle
da epidemia, acarretando redução da morbimortalidade e
das internações pelo HIV, o que elevou a expectativa de
vida das pessoas infectadas. Leia as afirmativas abaixo:
I. terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o curso da
doença, transformando a infecção pelo HIV de potencialmente fatal para doença crônica passível de tratamento. A TARV é o tratamento padrão para pacientes
com HIV/aids. Contudo, requer taxas de adesão da
ordem de 80%-90% para ser efetiva.
II. A adesão é um fenômeno multidimensional, que
engloba o sistema e a equipe de saúde, fatores relacionados ao paciente, além de variáveis relacionadas
ao tratamento, à doença, a aspectos culturais e socioeconômicas. Dentre os fatores psicossociais que têm
sido associados a não adesão à TARV, pode-se citar a
ausência de suporte social e a presença de transtornos
mentais.
III. Embora se possa dizer que avanços tecnológicos e
biomédicos foram alcançados em relação à epidemia de
HIV/aids, no Brasil, o estigma e a discriminação estão
entre as principais barreiras para o acesso a serviços
de prevenção e testagem para o HIV.
Das afirmativas acima: