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  4. Questão 457941200109686

Julgue as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após julgamento...

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca MS Concursos e Consultoria no concurso para Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães - BA. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Morfologia Verbal, Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo, Substantivos, Orações Subordinadas Substantivas, Flexão de Modo Verbal, Pontuação, Sintaxe, Emprego da Vírgula, Morfologia dos Pronomes, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

📅 2023🏢 MS Concursos e Consultoria🎯 Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães - BA📚 Língua Portuguesa
#Morfologia Verbal#Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo#Substantivos#Orações Subordinadas Substantivas#Flexão de Modo Verbal#Pontuação#Sintaxe#Emprego da Vírgula#Morfologia dos Pronomes#Morfologia

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457941200109686
Ano: 2023Banca: MS Concursos e ConsultoriaOrganização: Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães - BADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo | Substantivos | Orações Subordinadas Substantivas | Flexão de Modo Verbal | Pontuação | Sintaxe | Emprego da Vírgula | Morfologia dos Pronomes | Morfologia
A TOMADA DA LIBERDADE EM TERMOS GRAMATICAIS

(1º§) Na correspondência dos jesuítas eram frequentes as referências à dificuldade que certos padres tinham com a gramática no seu trabalho de catequese, nas Missões. Frequentes e obscuras: não se sabia se a dificuldade tão citada era com a gramática que os próprios padres ensinavam ou se era com a gramática dos nativos. Até descobrirem que “gramática” era um código para castidade.
(2º) Todos sabemos que o problema de alguns padres era definitivamente manter seus votos de abstinência em meio aos índios. Ou no caso, às índias.
(3º§) Conscientemente ou não, o código foi bem escolhido. Pecar contra a castidade, se aceitar que a correção gramatical é uma norma de boa conduta e as regras da língua equivalem a parâmetros morais. Fala-se na “pureza” do vernáculo e na sua poluição, ou violentação, vinda de fora e de um jeito ou de outro todo o vocabulário da perdição da língua (seu abastardamento, sua vulgarização, sua entrega a estrangeirismos como prostitutas do cais) tem conotações sexuais.
 (4º§) Tomar liberdade com a língua é uma atividade tão mal vista pelos guardiões da sua virtude como seria tomar liberdade com suas filhas. Que o povo peque contra a linguagem é aceitável, para a moral gramatical, já que ele vive na promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas educadas, que conhecem as regras, dedicarem-se a neologismos exibicionistas, à introdução de pronomes em lugares impróprios e ao uso de academicismos para fins antinaturais é visto como devassidão imperdoável. De escritores profissionais, principalmente, se espera que se mantenham carretos e castos a qualquer custo.
(6º§) Mas vivemos com relação à gramática como viviam os jesuítas com relação à “gramática”, esforçando-nos para cumprir nossa missão – que não deixa de ser uma catequese, mesmo que só se dê o exemplo de como botar uma palavra depois da outra e viver disso com alguma dignidade – sem sucumbir às tentações à nossa volta. Também não conseguimos. O ambiente nos domina, a libertinagem nos chama, e pecamos o tempo todo.
(7º§) Deve-se ter cuidado com o estudo da gramática normativa da língua portuguesa, pois seus preceitos são padronizados. Pense nisso!
(8º§) Estude, valorize sua língua pátria! Imponha-se pela correção dos seus atos comunicativos e vá tomando liberdade de usar corretamente os aspectos linguísticos gramaticais da língua oficial de sua pátria!

(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto adaptado)
Julgue as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após julgamento, marque a alternativa correta.

I – A vírgula da frase: “Deve-se ter cuidado com o estudo da gramática normativa da língua portuguesa, pois seus preceitos são padronizados” - separa uma oração coordenada explicativa.

II – Os verbos da oração: “Estude, valorize sua língua pátria!” – enunciam ordem ou conselho.

III – A palavra “que” do período: “Até descobrirem que “gramática” era um código para castidade” é uma conjunção subordinativa integrante.

IV – A numeração crescente em: “não se¹ sabia se a dificuldade² tão citada era com a gramática³...” – identifica: pronome oblíquo em posição de próclise; substantivo abstrato polissílabo paroxítono; substantivo concreto polissílabo proparoxítono.
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