O suicídio é umas das dez maiores causas de mortes no mundo,
figurando entre câncer e doenças cardiovasculares. Entre os
fatores de risco, a solidão, transtornos mentais (em especial
depressão e uso de substâncias psicoativas), estresse familiar,
social e profissional (onde médicos e policiais encabeçam a lista
de profissões com maior incidência de suicídio) figuram em
destaque.
A abordagem ao suicídio é um dos capítulos mais espinhosos da
psiquiatria, por ser a maior causa de morte relacionada a saúde
mental. Mesmo sob cuidados ideais, o suicídio nem sempre pode
ser evitado. Em 2020 a Associação Brasileira de Psiquiatria
publicou a primeira diretriz obre a abordagem ao paciente em
risco de suicídio.
Em relação a essas diretrizes, avalie se podemos afirmar que
I. apesar de haver escalas de grande acurácia para avaliar o
risco de suicídio, o profissional não precisa renunciar a uma
conversa mais aberta com o paciente, família, ou amigos para
obter informações sobre o paciente, seu comportamento,
fatores de risco e proteção e história anterior de cuidados
médicos e de saúde mental.
II. os profissionais de saúde devem considerar sintomas
psicossociais agudos, crises ou estressores psicossociais
crônicos que podem aumentar o risco de suicídio (por
exemplo, dificuldades financeiras ou legais, conflitos ou
perdas interpessoais, estressores em gays, lésbicas, jovens ou
bissexuais, problemas de moradia, perda de emprego e
dificuldades educacionais).
III. a possibilidade de alta deve ser considerada apenas quando o
paciente melhorar e o acesso ao acompanhamento na
comunidade e a possibilidade de um familiar ou
acompanhante de confiança continuar a supervisão devem
ser considerados.
Está correto o que se afirma em