Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200150383

Se ao invés da frase “Shakespeare disse que a vida é feita de som e...

📅 2018🏢 INAZ do Pará🎯 CRF-PE📚 Língua Portuguesa
#Recursos Estilísticos#Análise Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2018 pela banca INAZ do Pará no concurso para CRF-PE. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Recursos Estilísticos, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941200150383
Ano: 2018Banca: INAZ do ParáOrganização: CRF-PEDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Recursos Estilísticos | Análise Textual
Texto associado

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10


O que se aprende com o óbvio


    “Ensinar” vem do latim ensignar, vem de signo, de sinal, de deixar uma marca. Ensignar é o que você grava em algo ou alguém. Se uma pessoa me pergunta o que aprendi na vida até agora, minha resposta revelará tudo que me “ensignou”, as marcas que foram gravadas em mim. Revelará minhas características, meus caracteres, meu caráter. Perceba que as palavras ensignar e aprender estão conectadas, uma vez que ninguém ensina sem ter aprendido e vice-versa. Parece óbvio, mas pouca coisa é mais perigosa na existência do que o óbvio, essa âncora que paralisa o pensamento e induz à falsidade, à distorção, ao erro. Quantas vezes você já disse ou ouviu alguém dizer isso: “Puxa, procurei as chaves pela casa toda e só encontrei no último lugar em que olhei”. E quem escuta isso geralmente diz: “Que curioso, isso também sempre acontece comigo!”. Mas é óbvio. É claro que a pessoa encontra no último lugar em que procurou, pois ninguém encontra algo e, em sã consciência, continua procurando o que já encontrou. Sempre se encontra algo no último lugar, e jamais antes nem depois.

    Todo conhecimento e todo avanço vão contra o óbvio, contra tudo aquilo que ancora, que evita o progresso e o desenvolvimento humano. Sim, mudar é complicado, pois a mudança é contrária à imobilidade – e a imobilidade diversas vezes se esconde por trás da máscara traiçoeira da coerência. Os melhores artistas não são coerentes. São a antítese do óbvio. Picasso pintou um painel sobre o tema. Nele, não há nada de óbvio; não há bombas, explosões, soldados, nada disso. Mas basta olhar as pessoas que estão ali, o cavalo, para ver que o quadro retrata o desespero e o horror. Há muitas maneiras de fugir do óbvio, e os melhores artistas são especialistas nisso.

    O grito também pode ser contrário ao óbvio. O diretor Francis Ford Coppola, no filme O poderoso chefão III, mostrou o grito mais silencioso da história do cinema, na cena em que a filha do personagem de Al Pacino leva um tiro e morre. Ao perceber o que ocorrera, ele abre a boca em desespero e grita, sem som, por uns trinta segundos, num silêncio ensurdecedor. Nelson Rodrigues disse que o que dói na bofetada é o som. Shakespeare disse que a vida é feita de som e fúria. Se você tirar o som, a fúria desaparece – no filme Ran, o diretor Akira Kurosawa inseriu uma cena de batalha em câmara lenta e sem som, foi contra o óbvio e transformou um confronto sangrento em um balé.

    O que podemos aprender com o óbvio? Podemos aprender que ninguém nasce pronto e vai se desgastando. Nós nascemos crus e vamos nos fazendo. Sim, isso é óbvio, mas como eu aprendi? O que mais aprendi? Quando aprenderei? Aprenderei? Sou sempre a minha mais recente edição, revista e ampliada.

    [...]


CORTELLA, M. S. Viver em paz para morrer em paz: se você não existisse, que falta faria? São Paulo: Planeta, 2017.

Se ao invés da frase “Shakespeare disse que a vida é feita de som e fúria”, o autor do texto tivesse optado por “O escritor de Romeu e Julieta disse que a vida é feita de som e fúria”, a figura de linguagem utilizada estaria sendo a:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200668129Língua Portuguesa

Leia o texto abaixo e responda à questão a seguir. "O homem político depende do jornalista. Mas de quem dependem os jornalistas? Daqueles que os pagam...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941200698817Língua Portuguesa

Na oração “Esses benefícios são desenvolvidos a longo prazo, até a idade adulta”, verifica-se a presença de sujeito:

#Sintaxe#Termos Essenciais da Oração
Questão 457941201019596Língua Portuguesa

Leia o trecho abaixo: "As novas medidas do governo para controlar a inflação foram recebidas com otimismo pelo mercado. Especialistas acreditam que es...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201140413Língua Portuguesa

A personagem da tirinha usada no interior desse texto não concorda com algo que está implícito em sua fala. Para subsidiar sua discordância, qual dos ...

#Tipos Textuais#Análise Textual
Questão 457941201514689Língua Portuguesa

O texto é predominantemente:

#Tipos Textuais#Análise Textual
Questão 457941201569534Língua Portuguesa

A respeito das informações contidas no parágrafo: “O Banco ainda aponta que o jovem brasileiro não tem a real noção do valor efetivo da educação para ...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Recursos EstilísticosQuestões do INAZ do Pará