Escrito por Yves Lacoste, em 1976, o livro La Géographie, ça
sert, d’abord à faire la guerre trouxe, entre outras, a
seguinte reflexão: “O Estado e a grande empresa têm uma
visão integrada do espaço, pelas intervenções em vários
lugares, enquanto o homem comum tem uma visão
fragmentada porque somente consegue abarcar o seu
cotidiano, não possuindo informações de outras
realidades”.
A leitura desta e de outras obras instigou debates teórico metodológicos que se desdobraram e atravessaram as
décadas de 1980-90, iluminando as diferenças entre as
correntes de pensamento geográfico, como, por exemplo,
a