A filosofia do Manejo Integrado de Pragas (MIP) é limitar o dano econômico à safra
e ao mesmo tempo minimizar os efeitos adversos nos organismos não alvo na lavoura, no ambiente
circundante e nos consumidores do produto. O MIP bem-sucedido precisa de um conhecimento
completo sobre a biologia dos insetos-praga, seus inimigos naturais e da planta, para permitir o uso
racional de várias técnicas de cultivo e controle sob diferentes circunstâncias. Sobre o MIP, é
INCORRETO afirmar que:
A O MIP não incorpora o uso de inseticidas químicos, pois o seu principal foco é o estabelecimento de
diversos outros métodos de controlar as pragas.
B As medidas de controle que podem ser usadas no MIP incluem controle biológico, controle cultural,
melhoramento da resistência da planta e técnicas que interfiram com a fisiologia ou reprodução da
praga, em especial métodos de controle genéticos (técnica de insetos estéreis), semioquímicos
(feromônios) e reguladores de crescimento dos insetos.
C O MIP bem-sucedido requer um conhecimento tanto dos processos populacionais (crescimento e
capacidades reprodutivas, competição e efeitos de predação e parasitismo) quanto dos ambientais
(clima, condição dos solos, distúrbios como fogo e disponibilidade de água, nutrientes e abrigo).
D Alguns dos motivos universais para a falta de adoção de um MIP avançado incluem: a falta de
dados suficientes sobre a ecologia de muitos insetos-praga e seus inimigos naturais; a necessidade
de conhecimento sobre o NDE para cada praga de cada cultura; a aparente simplicidade do controle
feito totalmente por inseticidas, combinado com pressões mercadológicas das empresas de
pesticidas.
E Um dos motivos para a falta de adoção de um MIP avançado inclui o dilema de se escolher entre
atividades de MIP para campos individuais que fornecem os melhores retornos econômicos a curto
prazo e atividades de MIP que são melhores se implementadas regionalmente e têm benefícios a
longo prazo, incluindo benefícios ambientais que se aplicam a mais do que fazendas individuais.