Inventários de desenvolvimento geral e de sinais de
alerta para problemas são um importante material para
instrumentalizar as equipes de saúde na tarefa de
identificação desses casos, desde a detecção dos sinais
até o diagnóstico propriamente dito, os quais necessitam
acompanhamento e intervenção. Ao encontro disso, foi
sugerido, por Bair et al. (2006), um rol de características
sugestivas de TEA que são encontrados com frequência
no histórico clínico e nas pesquisas com pacientes
diagnosticados com TEA. Sobre os indicadores do
desenvolvimento e sinais de alerta para crianças de zero
a seis meses, analise as afirmações a seguir:
I - Por volta dos 3 meses de idade, a criança passa a
acompanhar e a buscar o olhar de seu cuidador, porém a
criança com TEA pode não fazer isso ou fazer com
frequência menor.
II - Em torno dos 6 meses de idade, é possível observar
que a criança presta mais atenção a pessoas do que a
objetos ou brinquedos. A criança com TEA tende a
prestar menos atenção a objetos.
III - Desde o começo, a criança parece ter atenção à
(melodia da) fala humana. Após os 3 meses, ela já
identifica a fala de seu cuidador, mostrando reações
corporais. Para sons ambientais, apresenta expressões,
por exemplo, de "susto", choro e tremor. A criança com
TEA pode ignorar ou apresentar pouca resposta aos
sons de fala.
IV - Por volta dos 3 meses, há o início de diferentes
formatações de choro: choro de fome, de birra etc. Esses
formatos diferentes estão ligados ao momento e/ou a um
estado de desconforto. A criança com TEA pode ter um
choro indistinto nas diferentes ocasiões e pode ter
frequentes crises de choro duradouro, sem ligação
aparente a evento ou pessoa.
V - Nas brincadeiras, a criança olha para o objeto e o
explora de diferentes formas (sacode, atira, bate etc.). A
ausência ou a raridade desses comportamentos
exploratórios pode ser indicadores de TEA.
É correto o que se afirma em: