“O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo Galileu
Galilei em homenagem à Aurora, deusa romana do
amanhecer, e seu filho, deus grego do vento forte, Bóreas.
O que acontece é que os ventos solares carregados de
elétrons movem-se a cerca de 1,6 milhões de km/h e,
quando chegam ao nosso planeta, acabam sendo
facilmente guiados para as áreas polares. Os cientistas
estimam que, numa profundidade entre 2.800 e 4.800 km
abaixo da crosta, há uma camada de fluído, constituída
principalmente por ferro. Com o movimento de rotação do
planeta, este fluído também roda. Como a parte mais
externa do globo é constituída por rochas, há um atrito
entre as duas camadas, fazendo com que o fluído gire.
Quando vento solar é captado pela ionosfera, é conduzido
e acelerado em uma espécie de túnel que se forma, o que
ocasiona a geração dos efeitos de luzes quando há uma
interação desse vento solar eletricamente carregado com
os gases atmosféricos, formando o que se chama de
aurora boreal.”