Caso Clínico: R. é uma secretária eficiente e prestativa. Seus superiores e colegas de
trabalho valorizam muito sua contribuição no escritório. No entanto, R. passa suas noites
escrevendo cartas a autoridades. Sente que Deus abriu sua mente e lhe ensinou a cura do
câncer. Quer que algum grande centro de tratamento utilize essa cura em todos os pacientes,
para provar ao mundo que está certa. Muitas de suas cartas não são respondidas, o que a faz
sentir que ninguém compreende que ela seria capaz de salvar todos os pacientes de câncer, se
lhe fosse dada a chance. Algumas vezes desespera-se com o fato de que o mundo jamais
saberá o quanto ela é maravilhosa, porém não desiste e continua a escrever. R. sofre de um
tipo de distúrbio delirante, que é: