A pancreatite aguda é das patologias mais temíveis no ambiente da terapia intensiva, devido à sua alta morbimortalidade.
A mortalidade nos casos leves está abaixo de 1%, enquanto
nos casos graves pode passar dos 30%. Pode estar associada a
complicações locais (coleção líquida peripancreática, necrose
pancreática, abscesso, pseudocisto) e/ou sistêmicas (disfunção orgânica). Sobre essa patologia e a terapia nutricional, analise as afirmativas a seguir.
I. A pancreatite aguda é caracterizada por intensa reposta inflamatória sistêmica e hipermetabolismo, criando um estado de grande catabolismo. O aumento do catabolismo
proteico se caracteriza por uma inabilidade da glicose exógena em inibir a gliconeogênese, aumento do gasto energético, aumento da resistência à insulina e aumento da dependência da oxidação dos ácidos graxos para provimento de
substrato energético.
II. Na pancreatite aguda leve, o repouso do trato digestório,
por 2 a 5 dias, habitualmente é o suficiente para que haja
resolução da dor abdominal e diminuição das enzimas pancreáticas. A terapia nutricional deve ser iniciada se não há
possibilidade do paciente receber alimentos por via oral
após 5-7 dias.
III. Na pancreatite aguda grave, se recomenda o uso de nutrição enteral precoce. Sugere-se começar com uma fórmula
monomérica ou oligomérica, a uma velocidade bem baixa,
de 10 a 15 mL/h e progredir o volume e o tipo de fórmula,
para uma fórmula polimérica, de acordo com a tolerância digestiva do paciente.
Está correto o que se afirma em