Com o objetivo de ampliar e complementar
as ações da Estratégia de Saúde da Família (ESF),
foi instituído o Núcleo de Apoio à Saúde da Família
(NASF) pela Portaria nº 154, de 24 de janeiro de
2008. Sua implantação se configura como um
passo importante para consolidação da ESF, visto
que o NASF enfatiza um trabalho interdisciplinar
mediante o apoio matricial , cujo principal objetivo é possibilitar a corresponsabilização e a integralidade
do cuidado na atenção básica, assim é ERRADO
afirmar que:
A No campo da Saúde Mental, a individuação
do cuidado torna-se peça essencial para a
reabilitação psicossocial do usuário, visto que a
horizontalidade das relações entre profissional-usuário, a abertura para o diálogo e a subjetivação
da queixa constituem o modelo psicossocial
proposto pela Reforma Psiquiátrica.
B A Portaria sugere a inserção de um profissional de
saúde mental em cada equipe do NASF, podendo
este ser um psiquiatra, terapeuta ocupacional ou
psicólogo.
C O apoio matricial refere-se à oferta de um suporte
técnico especializado às equipes de referência,
com o objetivo de aumentar a resolubilidade dos
casos atendidos e buscando superar a lógica do
encaminhamento dotado de desresponsabilização.
No âmbito da atenção básica, essa proposta alvitra
que as equipes da ESF e do NASF se apropriem
dos casos, da história de vida e do modo de viver
dos usuários, para traçar estratégias conjuntas
que visem à integralidade do cuidado.
D De acordo com o Ministério da Saúde, os
profissionais de saúde mental que atuam
no NASF devem desenvolver as seguintes
ações: realizar atividades clínicas pertinentes
a sua responsabilidade profissional e priorizar
abordagens coletivas; apoiar a ESF na abordagem
dos casos com demandas em saúde mental;
negociar com a ESF os casos que necessitem
de uma intervenção conjunta; evitar práticas
de “medicalização” de situações comuns à vida
cotidiana; promover ações que visem à difusão
de uma cultura de atenção antimanicomial,
diminuindo o estigma e a exclusão em relação
à loucura; mobilizar recursos comunitários para
construir espaços de reabilitação psicossocial
na comunidade; articular ações intersetoriais; e
ampliar o vínculo com as famílias, assumindo-as
como parceiras no cuidado.