Nas últimas décadas, a família assumiu a centralidade
nas políticas sociais brasileiras, resultante de duas forças
antagônicas: de um lado, as reformas neoliberais, fundamentadas na redução do gasto público, nas privatizações, nas políticas públicas estatais para os mais pobres
e na parceria com a família, mercado e organizações da
sociedade civil na prestação direta de serviços de proteção social; de outro lado, os movimentos reformistas das
políticas sociais que lutavam pela garantia do direito à
convivência familiar e comunitária das pessoas e contra
os modelos