A história social das crianças, dos adolescentes e das
famílias revela a dificuldade que as famílias enfrentaram
e enfrentam para proteger e educar os filhos, fator que
influenciou uma visão negativa do Estado, traduzida em
um discurso sobre uma pretensa incapacidade da família
de orientar os próprios filhos. Esse argumento ideológico
possibilitou o desenvolvimento de políticas voltadas ao
controle e à contenção social das famílias que vivenciavam uma situação econômica desfavorável. Tais posicionamentos rompiam com os vínculos familiares e davam
sustentação à prática de suspensão do poder familiar.
Por outro lado, o olhar para a criança e o adolescente
como sujeitos de direitos em desenvolvimento foi construído ao longo da história, especialmente amparado pela
legislação. Com base nessa concepção, foi projetado
o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do
Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária.
Um dos objetivos desse plano é assegurar que o acolhimento institucional seja efetivamente utilizado como
medida de caráter