Até o fim da década de 1950 havia um amplo consenso entre os historiadores acerca da responsabilidade de
Adolf Hitler pelo desencadear da guerra. Dentro desse
consenso, cabiam a corrente interpretativa liberal e a corrente marxista. Para a primeira, Hitler encarnava o delírio
do totalitarismo, do desumano poder capilar e total. Para
a segunda, Hitler representava a face mais agressiva e
impiedosa do imperialismo capitalista.
Em 1961, porém, o historiador inglês A.J.P. Taylor quebrou esse consenso, negando o que parecia uma verdade absolutamente inquestionável.
(Williams da Silva Gonçalves. A Segunda Guerra Mundial.
Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX:
O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)
De acordo com o autor, como contraponto, o historiador
Taylor afirmou que