Entre os principais problemas apontados pelos
Relatórios publicados nos últimos anos pelo PNUMA
(Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente),
para facilitar o balanço da saúde ambiental do planeta
e orientar os debates sobre os rumos da política
ambiental, não consta:
A a degradação de solos por erosão, salinização e
o avanço da agricultura irrigada em grande
escala, os desmatamentos e a remoção da
cobertura vegetal natural, o uso de máquinas
pesadas, a policultura, juntamente com o
incremento da agricultura de subsistência, além
de regimes de propriedade modernos, que
contribuem para a sobejidão de terras aráveis e,
assim, comprometem a segurança alimentar da
população mundial.
B a concentração ininterrupta de desempregados,
miseráveis e excluídos nos espaços urbanos,
caracterizados por desigualdades extremas,
resultando no fenômeno de anomia social -
marginalidade, delinquência e narcotráfico, que
enfraquecem a coesão social e ameaçam a
própria governabilidade da sociedade.
C a crescente escassez de água potável, com uma
demanda crescente em consequência do
aumento da população mundial, do
desenvolvimento industrial e da agricultura
irrigada.
D o aumento do aquecimento global terrestre, em
razão do aumento de consumo de combustíveis
fósseis na produção de aço, cimento, energia
termoelétrica e queimadas de biomassas,
gerando graves danos à camada de ozônio, com
severos impactos na saúde das populações
afetadas por câncer da pele.
E os desmatamentos contínuos, tendo como
consequências a perda da biodiversidade,
particularmente nas áreas tropicais, mudanças
climáticas, extração predatória de recursos
naturais e minerais e transformações no uso do
solo, que estão dizimando a flora e fauna em
diversas regiões do mundo.