Sobre a democracia e o governo de Viktor Orbán, na Hungria, leia
o trecho a seguir.
A pertença a uma classe social e a tradição familiar eram os
fatores mais decisivos para os eleitores, e assim os partidos
desenvolviam suas campanhas de acordo com isso (seus
programas tratavam de salários, impostos, emprego etc.). Mas,
de repente, nenhum partido tradicional pode continuar fazendo
essas propostas; nem sequer a promessa de renovar o Estado de
bem-estar social consegue atrair os eleitores. Os velhos slogans
agora soam vazios. Os pobres não são uma classe, não têm
interesses de classe. As formações políticas convencionais e
outras organizações políticas surgem do nada. A estabilidade do
sistema foi perdida; tudo se torna fluido, maleável. As ideologias
substituem os interesses do eleitorado. A vitória nas eleições
graças ao apoio da maioria nas urnas legitimava um Governo,
justificadamente. Mas hoje, em muitos lugares do mundo, os
mesmos tiranos são eleitos e reeleitos pela maioria. Esses regimes
não são democracias, mas tiranias. Hoje, apenas as democracias
liberais, isto é, os Estados com divisão de poderes e um sistema
de freios e contrapesos, nos quais as liberdades civis são
respeitadas e praticadas, podem ser qualificados como
democracias. A “democracia iliberal” não é democracia.
HELLER, Agnes. Por que a Hungria se rendeu ao extremista Orbán e como controlar o
ensino é essencial para seu projeto. El País. Maio de 2019.
Considerando o trecho acima e a ascensão de regimes
democráticos de extrema direita, no século XXI, assinale a
afirmativa correta.