Globalização é normalmente associada a processos econômicos, como a circulação de capitais, a ampliação dos mercados ou integração produtiva em escala mundial. Mas descreve, também, fenômenos da esfera social, como criação e
expansão de instituições supranacionais, universalização de
padrões culturais e equacionamento de questões concernentes à totalidade do planeta (meio ambiente, desarmamento nuclear, crescimento populacional, direitos humanos
etc.). Assim, o termo tem designado à crescente transnacionaliação das relações econômicas, sociais, políticas e culturais que ocorrem no mundo, sobretudo nos últimos vinte
anos.
(VIEIRA, 2002, P. 72-3.)
Para compreender a globalização e suas implicações no conceito de Estado é necessário observar todas as dimensões do
fenômeno, bem como os impactos na própria estrutura estatal. Nesse sentido, um olhar apurado sobre as dimensões da
globalização orienta a reorganização da luta por direitos e dos
problemas a serem enfrentados para efetivá-los. Se pensarmos especificamente na dimensão sociopolítica, é correto afirmar que: