Estudo de Caso:
Criança com TEA e Ausência de Fala
Maria é uma menina de 4 anos de idade que foi encaminhada para avaliação
fonoaudiológica após preocupações iniciais de seus pais e educadores sobre seu
desenvolvimento comunicativo. Ela é filha única e vive em um ambiente familiar estável,
com bons estímulos sociais e afetivos. Maria tem se mostrado distante nas interações
sociais e não apresenta fala até o momento.
● Desenvolvimento motor e cognitivo: Dentro da média para sua idade, Maria tem
boa coordenação motora e é capaz de realizar atividades cotidianas com apoio,
como comer sozinha e brincar de forma independente.
● Histórico familiar: Não há relatos de problemas de fala ou desenvolvimento em
outros membros da família. Não há histórico de doenças genéticas ou síndromes. ● Não responde ao seu nome de forma consistente e raramente imita sons ou
palavras, mesmo quando estimulada. Além disso, Maria apresenta um padrão de
comportamento restrito e repetitivo, como bater as mãos e girar objetos, dificuldades
em manter contato visual e em interagir com outras crianças durante atividades em
grupo. ● Exame audiológico: Normal.
Quais as estratégias corretas para o tratamento de Maria?
I. Terapia Fonoaudiológica visando trabalhar com Maria exercícios que promovam a
comunicação, como o uso de Linguagem de Sinais (Libras) ou Sistemas de Comunicação
Aumentativa e Alternativa (CAA).
II. Realizar Terapia Comportamental (ABA): A Análise Comportamental será utilizada para
reforçar comportamentos comunicativos e promover a imitação de sons e palavras. A
terapia incentivará Maria a associar palavras e sons aos seus significados, promovendo
uma comunicação funcional, mesmo que inicialmente sem fala. Após 3 meses de terapia
ABA, encaminhá-la ao fonoaudiólogo.
III. Além da fonoterapia, fazer encaminhamento para o psicólogo, visando intervenções que
incentivem a interação social, como brincadeiras estruturadas com outras crianças. Essas
atividades podem ser utilizadas para trabalhar a empatia, o contato visual e as habilidades
de turnos na comunicação.
IV. O prognóstico de Maria depende do nível de envolvimento com a intervenção e da
resposta ao tratamento. A ausência de fala, comum em crianças com TEA, não é
irreversível, mas requer paciência e esforço contínuo. É importante que o tratamento seja
ajustado às necessidades específicas de Maria, com avaliações constantes para monitorar
seu progresso. A equipe multidisciplinar é imprescindível para traçar um plano terapêutico e
ajudar na evolução de Maria.
V. Em caráter de urgência, seria necessário encaminhar a paciente para um exame
audiológico mais específico, como o BERA, para que, após esse resultado, possa ser
traçado um plano terapêutico.