A reforma psiquiátrica brasileira promoveu uma ruptura com o
modelo hospitalocêntrico em saúde mental, resultando em
avanços que redirecionaram a assistência destinada às pessoas em
sofrimento psíquico. Entretanto, a política de saúde mental tem
sofrido desmontes e retrocessos resultantes da diminuição de
investimentos públicos no setor, configurando o que os estudiosos
identificam como contrarreforma psiquiátrica.
O retorno de práticas manicomiais avança com a aprovação de
medidas que expressam um maior comprometimento do Estado
com o financiamento das comunidades terapêuticas, duplicando
as vagas para o acolhimento das pessoas em situação de
dependência química, contrariando a lógica da
desinstitucionalização.
Neste contexto, o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS)
elaborou um documento, baseado em dados e informações
obtidas em visitas de fiscalização realizadas pelos Conselhos
Regionais de Serviço Social, sobre a inserção de assistentes sociais
em comunidades terapêuticas. Esse documento identifica no
trabalho realizado por assistentes sociais nesse espaço