“O colapso da URSS, claro, chamou a atenção basicamente
para o fracasso do comunismo soviético, ou seja, da
tentativa de basear toda uma economia na propriedade
universal, pelo Estado, dos meios de produção e no
planejamento central que tudo abrangia, sem qualquer
recurso efetivo ao mercado ou aos mecanismos de preço.
Todas as outras formas históricas do ideal socialista
haviam suposto uma economia baseada na propriedade
social de todos os meios de produção, distribuição e troca
(embora não necessariamente propriedade central do
Estado), a eliminação da empresa privada e da alocação de
recursos por um mercado competitivo. Daí esse fracasso
ter também solapado as aspirações do socialismo não
comunista, marxista ou qualquer outro, embora nenhum
desses regimes ou governos houvesse de fato alegado ter
estabelecido economias socialistas”
(HOBSBAWM, E. A era
dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.
431)
A dissolução da URSS é um fenômeno geopolítico de
gigantescas proporções, cujos efeitos ainda sentimos
mesmo passados 30 anos. Sobre os fatores que levaram ao
fim do regime, é correto afirmar que: