Diante da atual conjuntura de aprofundamento das
diretrizes neoliberais e da redução de recursos para as
políticas públicas, o projeto ético-político do Serviço
Social exige da categoria um posicionamento coletivo
que está corretamente representado:
A no direcionamento do trabalho profissional para a
defesa dos direitos sociais, considerando como
questão de foro íntimo o enfrentamento da
discriminação de gênero, raça, geração, religião.
B na possibilidade de imprimir uma direção social
ao exercício profissional, para garantir e ampliar
direitos sociais e participação social, decorrente
da relativa autonomia da assistente social.
C na impossibilidade de contribuir para as lutas e
movimentos dos trabalhadores, uma vez que os
próprios assistentes sociais, enquanto
trabalhadores assalariados, também tiveram seus
direitos reduzidos.
D numa intervenção profissional que vai na direção
do ajustamento dos indivíduos ao seu meio
social, na perspectiva de minimizar conflitos e
contribuir para a manutenção da ordem
capitalista.
E na submissão do exercício da profissão,
determinada pela compra e venda da força de
trabalho especializada da assistente social, às
demandas de seus empregadores, condicionando
a ação profissional à política pública de governo
ou às demandas do empregador privado.