A abordagem sorológica para a avaliação das doenças
parasitárias é mais aplicável quando há necessidade de
técnicas invasivas, além do exame de rotina de amostras de
sangue, fezes ou outros líquidos corporais para estabelecer
o diagnóstico. Por exemplo, as formas parasitárias
infectantes na toxoplasmose, na amebíase extraintestinal,
na triquinose e na cisticercose com frequência se alojam
profundamente nos tecidos e nos órgãos, havendo
necessidade de biópsias com agulha profunda, ou cirúrgica
aberta, para a confirmação do diagnóstico. Nesses casos, o
diagnóstico sorológico pode ser possível se forem
considerados vários problemas potenciais:
I. Certos parasitas que passam por várias fases de
desenvolvimento podem não proporcionar estímulos
antigênicos constantes ou contínuos o suficiente para
induzir a formação de anticorpos.
II. Os antígenos utilizados nos ensaios consistem em
misturas ou extratos heterogêneos pouco definidos de
formas parasitárias. Essas preparações de antígenos
podem exibir reatividade cruzada, que afeta a
especificidade, tornando a interpretação difícil.
III. Em indivíduos específicos, as respostas dos anticorpos
podem estar ausentes devido a um estímulo antigênico
limitado, ao imunocomprometimento do indivíduo, o
impedindo a produção de uma resposta humoral, ou
devido à falta de um antígeno relevante no sistema do
teste.
Está CORRETO o que se afirma: