“A Segunda Guerra Mundial mal terminara quando a
humanidade mergulhou no que se pode encarar,
razoavelmente, como uma Terceira Guerra Mundial,
embora uma guerra muito peculiar. (...) A peculiaridade
da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não
existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que
isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os
lados, mas sobretudo do lado americano, os governos
das duas superpotências aceitaram a distribuição
global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial
(...). A URSS controlava uma parte do globo, ou sobre
ela exercia predominante influência — a zona ocupada
pelo Exército Vermelho e/ou outras Forças Armadas
comunistas no término da guerra — e não tentava
ampliá-la com o uso da força militar. Os EUA exerciam
controle e predominância sobre o resto do mundo
capitalista, além do hemisfério norte e oceanos (...).
Em troca, não intervinha na zona aceita de hegemonia
soviética.”
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p. 224.
O texto do historiador inglês procurou abordar as
principais características das relações internacionais
no período conhecido como Guerra Fria.
Do ponto de vista estratégico, os Estados Unidos
procuraram manter sua influência no mundo a fim de
combater o expansionismo do comunismo soviético.
Qual das alternativas abaixo NÃO representou uma
intervenção estratégica dos Estados Unidos para
manter a sua influência mundial no período histórico
mencionado no texto?