Leia o texto a seguir.
A educação no país do futebol
O acesso ao ensino fundamental é quase universal, mas defasagens curriculares e regionais impedem uma melhoria a longo prazo
Maria Alice Setubal
Um primeiro olhar aos dados educacionais dos últimos dez anos nos permite comemorar o acesso ao ensino fundamental de 98% das crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. Sem dúvida, os dados mostram um enorme salto para uma educação de acesso quase universal.
No entanto, um olhar mais atento revela que ainda estamos longe de oferecer uma educação de qualidade. Apesar do investimento no programa de alfabetização na idade certa, ainda não resolvemos questões básicas para que nossa população esteja preparada para exercer sua cidadania. De um lado, temos um maior acesso à educação básica – Ensino Fundamental, Médio e Superior. Isso faz com que seja possível enxergar que a maioria dos jovens que ingressaram na faculdade nos últimos anos consiste na primeira geração da família a estudar um curso superior, evidenciando um avanço em relação à escolarização da população. Por outro lado, as novas gerações querem protagonizar suas vidas, buscam mais autoria, diálogo e participação direta nos rumos da sociedade. Os jovens demandam novas estratégias, tanto de poder de decisão quanto metodologia de ensino. O país do futebol ouviu milhares de cidadãos, na ocasião da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, clamando nas ruas por uma “educação padrão Fifa”. Assim, escutar o clamor das ruas por melhores condições de educação significa descortinar os vários entraves educacionais no Brasil, de modo que se possa superar o desafio de atender demandas de curto prazo, sem perder o contexto histórico e estrutural do país.
Disponível em: <https://fundacaotidesetubal.org.br/midia/artigo_560.pdf>. Acesso em: 03 dez. 2023.
Considerando as regras que norteiam a concordância entre sujeito e verbo, o trecho “a maioria dos jovens que ingressaram na faculdade” está correto porque