Analisar um processo de trabalho exige a adoção de um
método, de uma abordagem que permita compreender a
maneira pela qual o trabalho está organizado. No âmbito
da análise ergonômica do trabalho, a organização do trabalho deverá considerar, entre outros,
A a porosidade na ocupação do tempo, que pode ser
mensurada por um estudo de tempos e métodos ou
cronoanálise da execução das tarefas e subtarefas
de cada atividade ou estação de trabalho, ensejando
medidas de adensamento do trabalho realizado por
cada trabalhador.
B a determinação do conteúdo do tempo permite evidenciar o quanto de tempo se gasta para realizar
uma subtarefa ou cada uma das atividades necessárias à tarefa, sendo tal análise capaz de revelar
quanto tempo se leva na execução de atividades não
prescritas, mas importantes na realização da tarefa.
C os critérios de avaliação, que devem ter caráter individual para levar os trabalhadores a exercitarem uma
competitividade saudável, pois as avaliações coletivas são causadoras de estresse no trabalhador pelo
seu caráter patogênico ao camuflarem baixos rendimentos individuais de uma equipe de trabalho.
D as normas de produção, entendidas como aquelas
normas escritas, que contam com a concordância
explícita do trabalhador e são periodicamente avaliadas quanto à adequação demonstrada para a consecução dos objetivos estipulados para cada posto específico de trabalho e sua aderência ao trabalho real.
E o modo operatório, que designa as atividades que
devem ser executadas para que se obtenha o objetivo final da tarefa e é único, independendo de eventuais mudanças na matéria prima, das condições de
máquinas e equipamentos e das condições psicofisiológicas dos trabalhadores.