Os transtornos motores causados pela paralisia cerebral podem acarretar alterações na deglutição, uma vez que alteram as
fases preparatória, oral, faríngea e esofágica. Tendo em vista que a terapia fonoaudiológica nestes casos engloba exercícios
diretos e indiretos, visando melhora na força, mobilidade e sensibilidade das estruturas envolvidas no processo de sucção,
deglutição e mastigação, analise as afirmativas a seguir.
I. No processo de reabilitação de crianças com paralisia cerebral, o fonoaudiólogo pode estabelecer posicionamento e tipos
de utensílios adequados, ajuste das consistências alimentares, indicação do uso do espessante e modificação do volume
oferecido em cada oferta alimentar.
II. O treino com alimento pode ser realizado mesmo se não houver segurança para a oferta, por meio de estratégias como
deglutições múltiplas, alternância de consistências, mudança de temperatura, sabores alimentares, assim como manobras
posturais e facilitadoras. Na suspeita de aspiração laringotraqueal, devido ao caráter crônico da paralisia cerebral, dispensa-
-se a necessidade de solicitação de exames complementares da deglutição.
III. As ações educativas envolvem sensibilização e qualificação dos cuidadores, auxiliando-os a lidar com as questões funcionais
relacionadas à alimentação, tais como: tipo de dieta, utensílios, modo de oferta, postura, sinais de dificuldade e estratégias
compensatórias. Essas ações são voltadas para os cuidadores dos pacientes e, apesar de pouco favorecer a aderência ao
tratamento, são bastante utilizadas pelos fonoaudiólogos.
Está correto o que se afirma apenas em