Paciente do sexo feminino, nove anos de idade, é levada ao consultório pelos pais com “crises”
frequentes de irritabilidade extrema e explosões de raiva desproporcionais. Eles relatam que, por várias
vezes na semana, a criança apresenta o que consideram “acessos de raiva” (gritos e
heteroagressividade) frequentemente provocados por frustrações mínimas, como não conseguir um
brinquedo ou perder um jogo. Os “acessos de raiva” ocorrem tanto em casa quanto no colégio e duram
entre 10 e 20 minutos comumente. Entre as crises, a criança mantém humor irritável e difícil de lidar,
sendo frequentemente descrita como “de pavio curto”. O histórico clínico revela que esses sintomas
estão presentes há mais de um ano, sem períodos de remissão significativos. Não há evidências de
episódios de mania ou hipomania, nem de alterações do humor sazonal.
Com base no quadro descrito, o diagnóstico mais provável é