O solo, mesmo quando detentor de adequada fertilidade natural,
tende a apresentar, após cultivos sucessivos, diminuição em sua
capacidade de fornecimento de nutrientes e demais elementos
benéficos em quantidade necessária para a manutenção dos
níveis de produtividade das lavouras. Para evitar que ocorra
redução da disponibilidade de nutrientes, deve-se:
A utilizar calcário, gesso agrícola e silicatos de cálcio,
independentemente dos teores de alumínio e do nível de
acidez, uma vez que a calagem contempla plenamente a
necessidade nutricional das culturas;
B otimizar a eficiência agronômica dos nutrientes nos sistemas
de produção, através de práticas que potencializem a
fertilidade do solo, como a manutenção da palhada sobre o
solo, a rotação de culturas, o plantio de espécies fixadoras de
nitrogênio e a reciclagem de nutrientes, sobretudo de
resíduos agrícolas e agroindustriais.
C utilizar modelos de manejo da fertilidade do solo que
pressupõem redução da poluição da água e do solo, através
da seleção de cultivares de alta produtividade e do uso de
insumos “modernos”, tais como adubos minerais, defensivos
agrícolas e sistemas de irrigação que garantam, no mínimo, a
manutenção da produtividade;
D proceder a correção, manutenção ou aumento da fertilidade
do solo, de forma eficiente, através da inoculação de plantas
com fungos micorrízicos arbusculares (FMA), tanto em
culturas anuais quanto perenes;
E aplicar corretivos e adubos orgânicos e/ou minerais, de forma
eficaz, adotando práticas de manejo que preserve as
características físicas, químicas e biológicas do solo,
considerando o ajuste às condições climáticas, com base na
temperatura média anual, para cada região produtiva;