A Câmara Jovem de São José do Rio Preto aprovou, no primeiro semestre de 2019, um projeto de lei que sugere a criação de
uma equipe multidisciplinar para apoio a estudantes com autismo (TEA – Transtorno do Espectro Autista) e dislexia. Sobre o TEA,
A a barreira de isolamento característica do transtorno pode ser minimizada com um tratamento medicamentoso associado a
um tratamento psicológico na primeira infância. O tratamento fonoaudiológico só deve acontecer quando a criança mostrar
sinais de que pode falar.
B a barreira de isolamento característica do transtorno pode ser minimizada a partir de uma profunda observação da
singularidade do sujeito com TEA, buscando-se, no processo terapêutico fonoaudiológico, todas as possibilidades de
efetivação da comunicação para estimular o sentimento de pertencimento a uma comunidade de falantes, aumentar a
autoestima e fomentar a aprendizagem.
C o tratamento fonoaudiológico só tem eficácia se, associado ao trabalho de linguagem, for realizado um trabalho de processamento auditivo central, pois há evidências científicas que relacionam TEA ao déficit de processamento auditivo central.
D o transtorno é perene, mas controlado por tratamento medicamentoso e comportamental. Há evidências científicas de que
o trabalho fonoaudiológico de sucesso é o que introduz comunicação alternativa com uso de PECS (sistema de
comunicação por trocas de figuras), desde os 2 anos de idade, que é a fase em que a criança começa a falar.
E sabe-se, por evidências científicas recentes, que o TEA está associado à dispraxia e é por isso que as crianças com TEA
não desenvolvem linguagem, a não ser que o trabalho fonoaudiológico seja focado no aspecto motor da fala.