A inteligência ou a cognição são o resultado de redes
complexas onde interagem um grande número de atores
humanos, biológicos e técnicos. Não sou “eu” que sou
inteligente, mas “eu” com o grupo humano do qual sou membro,
com minha língua, com toda uma herança de métodos e
tecnologias intelectuais (dentre as quais, o uso da escrita). Para
citar apenas três elementos entre milhares de outros, sem o
acesso às bibliotecas públicas, a prática em vários programas
bastante úteis e as numerosas conversas com os amigos, aquele
que assina este texto não teria sido capaz de redigi-lo. Fora da
coletividade, desprovido de tecnologias intelectuais, “eu” não
pensaria. O pretenso sujeito inteligente nada mais é que um dos
micros atores de uma ecologia cognitiva que o engloba e
restringe.
LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: 34,1994, p. 135.
Assinale a alternativa em que todos os termos destacados
exercem a mesma função sintática.