As definições de procedimento cirúrgico,
infecção e indicadores constituem a base que
norteia o trabalho das Comissões de Controle de
Infecção Hospitalar (CCIH). A utilização de
definições para os procedimentos e critérios para
diagnosticar uma infecção, de modo
harmonizado por todos os serviços de saúde,
possibilita selecionar o objeto da vigilância e
permite a comparação entre eles. Do contrário, as
comissões estarão, muitas vezes, comparando de
forma imprópria taxas e referências. De acordo
com a ANVISA, a despeito da homogeneidade
destas definições, a interpretação dos indicadores
pode ser difícil em razão de vários fatores:
I - Diferenças entre os hospitais e procedimentos,
referente ao tempo de observação no período
pós-operatório. Pacientes, instituições ou
procedimentos que apresentam menor
permanência hospitalar tenderão a apresentar
cifras de infecção mais baixas devido à
subnotificação inevitável e não devido ao menor
risco.
II - Diversidade de procedimentos e condições
subjacentes. Não é recomendada a comparação
de taxas de infecção de procedimentos distintos
ou taxas do mesmo procedimento, quando a
condição da operação, estado clínico ou presença
de fatores de risco dos pacientes varia
significativamente.
III - Ausência de ajuste de risco satisfatório. Não
existe forma plenamente satisfatória de corrigir
os fatores de risco intrínsecos. A avaliação de
cirurgias limpas é limitada, uma vez que a
condição clínica do paciente não é avaliada.
Além disto, muitos procedimentos cirúrgicos
importantes no âmbito do controle de infecção
não são classificados como limpos.
É correto o que se afirma em: