O avanço da crise capitalista, em sua fase de financeirização da economia, faz irromper
tendências teóricas e ideoculturais irracionalistas que se articulam ao avanço das
contrarreformas ultraneoliberais. No âmbito do Serviço Social, essas transformações
societárias se adensam em face do avanço do ensino a distância (EAD), da precarização
das condições éticas e técnicas do trabalho profissional e do surgimento de tendências
ou linhas de desenvolvimento no interior da cultura profissional. Considerando esse
contexto, analise as tendências abaixo.
I
Manutenção e continuidade ao legado da vertente de Intenção de Ruptura, com
influência da tradição marxista e fortalecimento da direção social estratégica.
II
Reoxigenação de vertente neotomista, herdeira da “perspectiva modernizadora”,
presente nas décadas de 1960/70.
III
Estabelecimento de um pluralismo metodológico, sob a forma de consenso e
coesão das perspectivas teóricas existentes na profissão.
IV
Presença de um neoconservadorismo pós-moderno com discurso de apelo às
dimensões culturais e à fragmentação dos fenômenos.
No século XXI, são tendências percebidas no interior da cultura profissional do Serviço
Social