Em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), deu entrada o Sr. AJS, procedente
do interior de Minas Gerais, região para qual foi transferido recentemente a trabalho,
com quadro febril agudo há 5 dias, de início súbito, cefaleia, mialgia, acompanhado
de icterícia e sangramento na urina. Ao exame físico, o paciente apresentou letargia,
hipocorado e hipotenso. A família não sabe informar o estado vacinal, mas afirma
que, a região para onde ele foi transferido, tem uma mata com histórico de grande
quantidade de macacos do tipo bugio, encontrados mortos. Considerando a situação
epidemiológica da região em que o paciente estava residindo e o quadro clínico
descrito, o médico que o atendeu suspeitou de febre amarela.
Diante da hipótese diagnóstica apresentada, a vigilância de casos humanos para febre
amarela é feita por meio da notificação compulsória imediata, ou seja, todo evento