Leia o caso a seguir.
C., mulher, 32 anos, solteira, estudante de enfermagem,
feriu-se em acidente de punção quando tentava acesso
venoso de um paciente morador de rua, no pronto socorro
do Hospital em que estagiava. Ficou muito ansiosa, com
medo de ter sido infectada por HIV. Fez todos os testes
protocolares, com testagem inclusive do paciente. Todos
os testes foram negativos, descartada a hipótese de
infecção. Contudo, a partir de então, C. não conseguia
mais frequentar seu estágio. Dizia que tinha certeza de
estar infectada. Relatava que estava perdendo peso, dia
após dia. Recusava realizar qualquer procedimento,
passou a acusar os colegas de cumplicidade com o
hospital, dizendo que seus exames foram falsificados.
Acusou a faculdade de não lhe dar assistência. Acusou o
hospital de ter lhe colocado aquele paciente com o
propósito de infectá-la. Continuou seus estudos, por mais
12 meses, com restrições, pois nunca aceitara que não
havia sido infectada. Chegou a tomar, por conta própria,
antirretrovirais, que subtraia dos pacientes internados na
ala de Infectologia.
O quadro psicopatológico apresentado por C. é compatível
com