A Europa, no século XIX, foi palco para a consolidação do
Estado burguês e da burguesia enquanto classe. Nesse período,
para manter a sua hegemonia, a burguesia necessitava, então,
investir na construção de um homem novo, um homem que
pudesse suportar uma nova ordem política, econômica e social.
Conforme discute Carmen Lúcia Soares na obra “Educação Física:
Raízes européias e Brasil” (2001), naquele contexto, a Educação
Física simbolizava a própria expressão física da sociedade
do capital. Assim, segundo a autora, com a consolidação dos
ideais da Revolução Burguesa, a Educação Física ocupou-se da
construção de um corpo: