A leishmaniose canina é uma doença parasitária
sistêmica e de caráter zoonótico. O parasito causador
da doença é transmitido principalmente pela picada de
flebotomíneos infectados, representados pelas espécies
Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi, que transmite o protozoário da espécie Leishmania infantum. Nesse
cenário, o cão desempenha papel importante na manutenção da doença, pois atua como reservatório doméstico para a leishmaniose visceral em áreas urbanas. Esse
parasito intracelular é capaz de infectar células do sistema mononuclear fagocítico no seu hospedeiro e é encontrado em órgãos como linfonodos, baço, medula óssea e
fígado. Sobre os achados histopatológicos na leishmaniose canina e a resposta inflamatória envolvida, avalie as
afirmativas e marque a alternativa correta:
I. A leishmaniose canina é uma doença progressiva, que
causa reação inflamatória crônica do tipo granulomatosa, caracterizada pela presença de células epitelioides
(macrófagos) com visualização de formas amastigotas
no seu citoplasma, além de plasmócitos e linfócitos, associados a variados graus de fibroplasia e desorganização
tecidual local.
II. As células epitelioides são as mais características dos
granulomas típicos e possuem função primária de fagocitose. Recebem esse nome porque, quando se acumulam em alguma região, assumem aspecto que lembra o
epitélio pavimentoso, com células maiores que macrófagos ativados.
III. Devido à persistência do estímulo imunitário, o granuloma descrito nas infecções por Leishmania infantum
é patognomônico, e é constituído por uma área central
com necrose do tipo caseosa, pela presença de diversas
células gigantes multinucleadas do tipo Langhans, circundadas por um cordão de células linfoplasmocíticas. As áreas de necrose caseosa podem sofrer calcificação
metastática.