A concessão de bolsas em colégios de elite para alunos de baixa renda é importante ferramenta para a diminuição
de desigualdades.
Mas a conquista dessa oportunidade é só o primeiro obstáculo a ser superado. Após a matrícula, surgem outros,
baseados em diferenças sociais. O suicídio de um bolsista que havia contado sofrer discriminação numa escola
paulistana, em agosto, acendeu o debate sobre o tema.
A Folha ouviu relatos em outras escolas que incluem desde manifestações indiretas de preconceito até as mais
explícitas.
Alunos que não pagam mensalidade apontam limitações na socialização, como não serem convidados para festas
ou terem sua vestimenta criticada. O problema se agrava com piadas e apelidos discriminatórios sobre a situação
econômica dos bolsistas, e até sobre raça e sexualidade.
Além do bullying, presencial e online, há reclamações sobre a estrutura de ensino.
Algumas instituições ofertam aulas apenas à noite para os bolsistas – que não podem entrar na escola antes do
horário das aulas – ou em prédios separados. Uma aluna contou que até competições esportivas eram separadas
entre os que pagavam e os que não pagavam mensalidade. [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/09/preconceito-contra-bolsistas-vem-a-tona.shtml. Acesso
em: 09 set. 2024.
Com base nas características do gênero discursivo, a sequência textual que predomina no texto
apresentado é