Na avaliação de pacientes com hanseníase a classificação
com base no número de lesões é suficiente para a escolha
adequada do esquema terapêutico, porém, o
reconhecimento das formas clínicas é de grande valor para
as equipes de saúde. Na hanseníase tuberculoide:
A as lesões da pele são placas com bordas nítidas, elevadas, geralmente eritematosas e micropapulosas, que surgem como lesões únicas ou em pequeno número.
B o comprometimento dos nervos periféricos geralmente é múltiplo e assimétrico, muitas vezes com espessamento, dor e choque à palpação, associados à diminuição de força muscular e hipoestesia no território correspondente.
C com a evolução da doença não tratada surgem múltiplas pápulas e nódulos cutâneos, assintomáticos e de consistência firme, geralmente com coloração acastanhada ou ferruginosa.
D as suas manifestações clínicas não se relacionam à resposta imune específica, caracterizando-se por manchas na pele, em pequeno número, mais claras que a pele ao redor (hipocrômicas), sem qualquer alteração de relevo nem da textura da pele.
E quando o predomínio é da resposta humoral, as lesões surgem em grande número, podendo haver hansenomas e infiltração assimétrica dos pavilhões auriculares, destacando-se as lesões infiltradas de limites imprecisos.